desejo o caos,
a calamidade,
chuva forte de dezembro,
só para ver depois
as nuvens se disolvendo [céu limpo]
o sol que estonteia [luz do dia]
a água evaporando [mormaço]
e os passáros cantando,
tempo bom de Setembro.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
. dança do exorcismo
Há muita coisa para gritar, idéias guardadas prontas para saírem de dentro, tules coloridos enlouquecidos para saírem do baú. Caixinha de musica fechada, despertador sem campainha, coito interrompido. Eu grito, não grito, ensaio de grito. Algo arranha o peito, pede pra sair, não sai. Está contido, preso, no ponto. Coração quase rasgando a pele, anseios. Bomba relógio ambulante.
E vão mãos, e vão pés, braços e pernas, e vai tronco e quadril, alastrando, boca e olhos. O nariz suga o mundo, devolve o mundo, respiração. Um oceano saindo pelos poros, água salgada que sai e não volta, suor. Dança do exorcismo.
Eu grito. Eu grito Bolero de Ravel. Eu grito Por Una Cabeza. Eu grito Pink Floyd. Madona, grito também. E Caetano, Bethânia, e família Caymmi. Beirut e Cauby.
Sai, exala, vai embora, evapora, desencarna.
E vão tules coloridos, vários, muitos, milhares pelo ar, sem destino. A bailarina agora dança, louca, desvairada, música instrumental “Por Elise”. “Trins” estridentes de hora em hora. Gozo descontido, porra louca. Boca aberta, garganta livre. Choro, águas saídas do peito. Coração salta a boca, rasga o peito, cai no chão, convulso e sem grades. Corpo jogado ao chão, olhos cerrados, respiração decrescente, boca seca, camisa molhada, silêncio.
E vão mãos, e vão pés, braços e pernas, e vai tronco e quadril, alastrando, boca e olhos. O nariz suga o mundo, devolve o mundo, respiração. Um oceano saindo pelos poros, água salgada que sai e não volta, suor. Dança do exorcismo.
Eu grito. Eu grito Bolero de Ravel. Eu grito Por Una Cabeza. Eu grito Pink Floyd. Madona, grito também. E Caetano, Bethânia, e família Caymmi. Beirut e Cauby.
Sai, exala, vai embora, evapora, desencarna.
E vão tules coloridos, vários, muitos, milhares pelo ar, sem destino. A bailarina agora dança, louca, desvairada, música instrumental “Por Elise”. “Trins” estridentes de hora em hora. Gozo descontido, porra louca. Boca aberta, garganta livre. Choro, águas saídas do peito. Coração salta a boca, rasga o peito, cai no chão, convulso e sem grades. Corpo jogado ao chão, olhos cerrados, respiração decrescente, boca seca, camisa molhada, silêncio.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
domingo, 17 de janeiro de 2010
. inconstâncias
... vamos passar por tudo, por momentos de alegria e tristeza, prazer e dor, dor com prazer. Seremos felizes, mas no dia seguinte poderemos não ser, poderá morrer alguém, poderá nascer alguém. Superar uma doença trará felicidade, é uma prova de força, mas se surgir outra? Sim, outra doença. Mais grave, mais violenta? O filho que partiu com mágoa, rancor e raiva, volta pra casa de sua mãe, feliz, o outro, o outro não volta mais, morreu atropelado.
Ganhar, perder, quase ter, quase ser, ser, ter. Satisfeito? Agora sim, mas e daqui alguns segundos? Insatisfeito? Agora sim, mas e daqui alguns segundos? Um telefonema muda tudo, uma palavra muda tudo, um virar de um carro na contramão muda tudo, um respirar mais forte tudo muda, a sua presença, a sua ausência, a sua impaciência, a sua boa vontade muda tudo, o bater de asas do beija-flor, a flor que murchou, o sol que não veio, o copo que caiu, o grito, a água que evaporou... Conseqüências.
É previsível, pra ser feliz ouve tristeza, se há tristeza haverá felicidade. Viver. Viver é bom, mas dá medo. Mas o que seria da vida sem o medo? Ninguém nasceu numa bolha, exceto “o menino da bolha” que com certeza estava com muito mais medo da vida do que qualquer um fora dela.
Amores virão, medo de agulha virá, a independência virá, o branco em cena virá também, também virá a tolerância, a ignorância e suas conseqüências, virá mais amigos, irão mais amigos, irá a idade, virá a solidão, virá um sobrinho, irá o tédio, ainda virá a faculdade de Teatro, irá a insegurança. E nesse ir e vir a gente até esquece que a vida é simplesmente inconstante e enquanto isso a gente cresce e ...
Ganhar, perder, quase ter, quase ser, ser, ter. Satisfeito? Agora sim, mas e daqui alguns segundos? Insatisfeito? Agora sim, mas e daqui alguns segundos? Um telefonema muda tudo, uma palavra muda tudo, um virar de um carro na contramão muda tudo, um respirar mais forte tudo muda, a sua presença, a sua ausência, a sua impaciência, a sua boa vontade muda tudo, o bater de asas do beija-flor, a flor que murchou, o sol que não veio, o copo que caiu, o grito, a água que evaporou... Conseqüências.
É previsível, pra ser feliz ouve tristeza, se há tristeza haverá felicidade. Viver. Viver é bom, mas dá medo. Mas o que seria da vida sem o medo? Ninguém nasceu numa bolha, exceto “o menino da bolha” que com certeza estava com muito mais medo da vida do que qualquer um fora dela.
Amores virão, medo de agulha virá, a independência virá, o branco em cena virá também, também virá a tolerância, a ignorância e suas conseqüências, virá mais amigos, irão mais amigos, irá a idade, virá a solidão, virá um sobrinho, irá o tédio, ainda virá a faculdade de Teatro, irá a insegurança. E nesse ir e vir a gente até esquece que a vida é simplesmente inconstante e enquanto isso a gente cresce e ...
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
. domingo
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
sábado, 5 de setembro de 2009
. os outros
Entender o outro é a melhor alternativa para evitar um desastre ou algo do gênero. Mas o que fazer quando o outro não cumpre o seu papel de entender você? Voar no pescoço ou arremeçar objetos talvez seria uma das opções para impor a devida aceitação de como você é. Acalmemos. Talvez a violência seja uma bela aliada a isso, mas deixemos ela em segundo plano, caso o dialogo não funcione, ai sim, o aconselhavel é partir para um bom pedaço de pau com prego na ponta.
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